INTRODUÇÃO


As cidades são o centro do desenvolvimento económico e social, atualmente mais de 50% da população mundial reside em cidades e mais de 80% está prevista para 2050. As cidades geram mais de 80% do PIB mundial, consomem 75% dos recursos naturais e gerar 50% dos resíduos globais. A eficiência de recursos é por essa razão fundamental para as cidades e contribuir para a sua sustentabilidade local e global e oferecer ao mesmo tempo um elevado potencial de poupanças financeiras.

Este projeto centra-se no desenvolvimento e integração de novas ferramentas e serviços para promover a eficiência dos recursos urbanos, com impactos ambientais mínimos, contribuindo simultaneamente para promover o desenvolvimento econômico e preservação os níveis reais de fiabilidade.

A dispersão de agentes produtores de dados a nível urbano leva a resultados mistos na aplicação de indicadores em diferentes ambientes e por vezes com pouco ganho de desempenho urbano. Este projeto vai permitir avançar a ciência da modelação de sistemas urbanos e representação de dados suportados pela recolha e processamento de dados urbanos big data”.

Um dos impactos mais alargados deste projeto consiste em fazer avançar modelos emergentes de negócios para soluções de energia e mobilidade num contexto rico em dados e conduzidas por tecnologias de comunicação de informação (TCI), com alternativas cada vez mais personalizadas para o cidadão, capacitando-o a um papel ativo no desenho urbano. O uso de energia renovável contribui para cidades “neutras de energia zero”, permitindo novos modelos de negócio associados com o conceito de fornecimento e procura de energia em “agregação”, que é o processo de vinculação pequenos grupos de clientes industriais, comerciais e residenciais, em unidade maiores de potência virtual para torná-los “visíveis” do ponto de vista do sistema elétrico. Uma gestão eficaz dos “agregadores” requer modelos avançados e sistemas de controle distribuídos, com boa resolução espacial e temporal devido aos desafios ligados à “intermitência” e “variabilidade” das energias renováveis e também a dinâmica do consumo de energia (comportamento do consumidor) em atividades urbanas relacionadas com a mobilidade ou habitação.

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