Mad Max: As Motos da Morte seguem o Guerreiro da Estrada Além da Cúpula do Trovão

Realização/Argumento: George Miller
Estrela: Mel Gibson
Cronologia: 1979, 1981, 1985
Género: Acção, Universo pós-Apocalíptico
Imagem de Marca: Perseguições/Chacinas Motorizadas

 

A história do homem chamado Max começa em 1979. Num mundo a sofrer com a desolação da última Guerra Mundial, Max é um polícia australiano que quer viver uma vida descomplicada, um marido dedicado e pai de família, cuja missão consiste em proteger pessoas como eu e tu, caro leitor, de gangues psicóticos que fazem do asfalto a sua caixa de areia e das pessoas os seus brinquedos.
Depois de Max travar, com preconceito extremo, um perigoso membro de um desses gangue, um assassino de polícias, ainda por cima, ele e os seus vêem-se na mira do impiedoso líder do gangue. Max consegue sobreviver e pôr um fim aos Motoqueiros da Morte. O preço que pagou? A sua sanidade, família e amigos.
Este mundo já não tem lugar para heróis. A tua vida é tão longa quanto o número de balas que carregas…

1981 traz-nos o Guerreiro do Asfalto. O arquétipo do anti-herói. Max, já completamente Mad, é um homem moldado pelo mundo onde vive. Um solitário que só quer ter combustível suficiente para seguir caminho e que lhe deixem em paz. Como seria de esperar, o destino troca-lhe as voltas e o que começa como um simples favor acaba por se tornar em algo muito mais complicado. Max vê-se forçado a assumir o papel do herói que sempre renegou e salvar um grupo de pessoas que só quer viver em paz, de um grupo de degenerados do deserto, que fazem o gangue do filme anterior parecer um grupo de meninos do coro.

As aventuras acabam em 1985. Max continua a vaguear pelo deserto e acaba por encontrar uma cidade mercantil onde tudo parece normal, ou pelo menos tão normal como seria de esperar de uma cidade pós-apocalíptica. Um acordo aqui e um aperto de mão ali, e Max vê-se, mais uma vez, metido em sarilhos. Depois de ser sentenciado à morte pelas mãos do deserto, Max é salvo por um grupo de crianças que, miraculosamente, encontraram um oásis no meio daquela terra da morte. A chegada de Max, aliada à curiosidade natural das crianças, metem-nos a todos em problemas. O tipo de problemas que só Max pode resolver, da única maneira que sabe como.

No geral, temos aqui uma trilogia sólida do início ao fim.
O primeiro filme sofre por não ter tido o orçamento que merecia e por ter sido feito segundo a teoria do desenrasca. O segundo é perfeito, se tal adjectivo existe para ser utilizado. O terceiro é um produto dos seus tempos, seguindo influências de filmes bem sucedidos, como é o caso do Indiana Jones, e foi também marcado pela ausência da sua tour de force, o senhor George Miller que, por motivos pessoais, só realizou as cenas de acção. Destoa um bocado dos outros dois, mas tem lá todas as peças que nos fizeram gostar dos filmes anteriores, só é uma pena é não encaixarem tão bem.

Em qualquer um dos filmes o ponto forte são as cenas de acção. Perseguições alucinantes, efeitos práticos – ainda estávamos longe da era do CGI – carros e pessoas quitados por mecânicos loucos, fetichistas e com um bom par de olhos para o estilo. À parte do terceiro, são filmes que não têm medo de ser violentos, quanto é preciso, e de ilustrar o quão impiedoso é aquele mundo. Para verem bem, no segundo filme há uma cena em que uma criança mata um membro de um gangue com um boomerang! E sim, é ainda mais fantástica do que parece.

São filmes muito directos, à parte do terceiro, que não perdem tempo com clichés ou com cenas que não fazem o enredo principal andar para a frente. Todos são filmes que apostam mais no mostra do que no conta. Para verem bem, no segundo filme a personagem do Max tem apenas 16 falas e uma delas é repetida; ainda assim, durante a hora e meia de duração da aventura, sentimos que o conhecemos bem e compreendemos os motivos que o levam a ser como é.

Por mais que tente, não consigo arranjar razões de queixa – vá digam comigo: além do terceiro filme.
Eu vi os três filmes pela primeira vez esta semana. À parte de um truque de edição (que consistia em acelerar o filme para dar a ideia de que estavam a utilizar nitro nos carros) não lhes notei a idade. Vi-os no conforto da minha casa com a mesma alegria e boa disposição com que vi o novo filme dos Vingadores numa sala de cinema.

Uma trilogia indispensável a fãs de filmes de acção e de bom cinema. Uma saga de culto que merece uma religião oficial. Vejam-na o quanto antes!
Espero encontrar-vos na Estrada da Fúria, caros leitores. Não tirem o pé do acelerador, sabem bem que parar é morrer. Até lá!

2 Responses to Mad Max: As Motos da Morte seguem o Guerreiro da Estrada Além da Cúpula do Trovão

  1. Paulo Thomas says:

    Foi que pudemos notar em que momento íamos a restaurantes de outro modo lanchonetes: invariavelmente,
    eles pediam qualquer dimensão agigantado desde pratos desiguais e também deixavam imprescindível bola meio.

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